Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017) – Guy Ritchie

Muito se conhece sobre a lenda do Rei Arthur. A literatura e o cinema já usaram e abusaram de diversas formas de contar sobre Excalibur, a Távola Redonda, Merlin e tudo o que tem relação com a história. Guy Ritchie resolveu que estava na hora de apresentar uma nova forma para contar sobre o personagem que a gente já conhece há tanto.

E se Arthur não fosse criado como um nobre e, ao invés disso, tivesse crescido em um bordel nos arredores de Londres, sem saber nada sobre sua linhagem e tornando-se um trambiqueiro de primeira? A premissa de Rei Arthur: A Lenda da Espada é essa. O jovem cresce longe do seu reino de direito e,sem querer descobre que é filho do antigo rei que foi morto. Ele acaba em meio a uma guerra com seu tio Vortigem que, para ele, não significa praticamente nada; faz parte de um passado que ele mal reconhece como seu.
Com um elenco de bons nomes o filme poderia ser interessante se você deixasse de lado todas as variadas versões da lenda do Rei Arthur que já conheceu na vida. O problema é que Guy Ritchie parece sempre perder a mão na hora de contar uma história. O filme é tão bagunçado, e de tantas maneiras, que impressiona.
Uma das – quase nulas – coisas que funcionam no longa é a parte da comédia, que faz juz ao nonsense completo que é Rei Arthur: A Lenda da Espada. A outra coisa que consegue ser aceitável é o protagonista, que é carismático o suficiente. E isso é meio triste já que o elenco é composto por bons atores, como o Jude Law.
E vamos parar um tempo para comentar sobre o Vortigem, o vilão interpretado pelo Law. O ator até que tenta passar algum tipo de profundidade, mas seu personagem é tão mal escrito e mal dirigido que, na verdade, fica parecendo apenas caricato. Um grande desperdício!
Com inúmeros vícios visuais que já fizeram parte de outros trabalhos do diretor, ele retorna com uma câmera que nunca para, com um excesso de cortes, deixando o filme em um constante movimento desenfreado sem nenhuma necessidade. Um recurso usado em sua versão de Sherlock Holmes que ele abusa mais uma vez aqui é o zoom acelerado que em seguida pausa a cena; e por mais que isso seja quase que uma marca registrada do cineasta, não agrega nada à história.

 

Rei Arthur: A lenda da Espada é um filme genérico. Mas quem não se incomodar com o exagero visual desnecessário do Guy Ritchie, talvez se divirta com os momentos de comédia.

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