Kubo e as cordas mágicas (2016) – Travis Knight

Assisti várias animações em 2016. Algumas completamente esquecíveis, outras interessantes. Nenhuma tão legal quanto Kubo e as cordas mágicas. Visivelmente uma apropriação cultural, já que é uma obra do estúdios Laika (os mesmo criadores do ótimo Coraline), e faz uso da cultura japonesa, o filme não esconde isso e faz com um enorme respeito.
Usando da lenda dos samurais e de diversos detalhes da cultura do Japão, a obra cria cada momento com cuidado e mostrando o quanto a cultura japonesa é diferente da acidental e extremamente bela nessa diferença.
A premissa é quase que uma velha conhecida, mas com alguns elementos e resoluções que a transformam em interesante. Kubo é um garoto que foge das forças do mal, no caso seu avô e suas tias. O garoto tem apenas um olho e luta durante todo o filme para não perder o outro. Com uma habilidade incrível para contar histórias, usando da sua magia ele transforma pedaços de papel em origamis que o ajudam a ilustrar o que fala.
Utilizando da técnica de stop motion, Kubo tem um visual espetacular, que impressiona pelo cuidado e faz quem assiste a animação se perguntar como a equipe conseguiu criar tudo. O universo do filme é bastante grandioso e delicado e com alguns toques de computação gráfica. E a mistura de técnicas não atrapalha em nada, só faz com que tudo fique mais impressinante ainda.
Mas apesar do visual ser o que mais encanta a resolução do filme é muito poética e ajuda a fazer com que ele seja uma obra que não irá para o esquecimento.

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