12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição (2016) – James DeMonaco

Existem filmes que possuem uma ideia excelente,mas infelizmente uma execução fraca. É exatamente o caso de 12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição, terceiro filme da série Uma Noite de Crime (The Purge).
Os filmes abordam uma realidade distópica onde a violência tornou-se praticamente incontrolável, até que o governo começa a liberar um dia no ano onde as pessoas podem cometer qualquer crime e não terão que pagar por isso. É um dia liberado para matar e expurgar o mal que habita dentro dos seres humanos.
Neste terceiro filme temos uma senadora candidata à presidência dos EUA que anos antes viu toda a sua família ser massacrada durante uma desses dias de expurgo. Ela decidiu que dedicaria seus dias ao fim desse dia, onde não existem limites e, na prática, só prejudica aos mais pobres, aumentando a desigualdade. COmo ela vai muito bem nas pesquisas, o candidato a reeleição junto com sua bancada resolve que está na hora de eliminar a concorrência. O filme é uma corrida durante as 12 horas do dia do expurgo para salvar a vida da senadora que pode mudar tudo, e um retrato dos dramas que as pessoas mais pobres e que acreditam nela passam em uma sociedade tão cheia de ódio.
Em pleno ano de eleição nos Estados Unidos, um filme como esse poderia cair super bem e incitar diversas discussões. Infelizmente o diretor perde a mão ao tentar criar uma obra onde a ação e as mortes pareçam obras de arte. As cenas de ação cheias de sangue com uma câmera lenta que ao invés de transformar aqueles momentos em algo bonito e atraente, tira o expectador do sério. A câmera que faz planos completamente desnecessarios, só pra ficar claro que os planos estão variando irritam mais ainda. A montagem toda picotada. E as interpretações… Ah, as interpretações…
No caso de uma atriz como a Elizabeth Mitchell, que faz a senadora e consegue fazer trabalhos consistentes, dá pena que ela tenha que dizer aquele texto. Diálogos pouco trabalhados, que não soam naturais e expõem o que o roteirista (que também é o diretor) não soube colocar em ações.
Outros atores entregam interpretações foraçadas, extereotipadas, artificiais. É claro que é mais do que um problema de elenco. Também é um problema de direção.
12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição é aquele filme que ao ler a sinopse você pensa que vai dar de cara com algo cheio de reflexões acerca da violência, da política, da sociedade de um modo geral; mas ele é tão forçado que todas essas questões acabam em segundo plano.

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