Esquadrão Suicida (2016) – David Ayer

Muito se falou sobre Esquadrão Suicida antes da sua estreia. A roupa da Arlequina, a interpretação do Jared Leto. Várias histórias e situações dos bastidores foram notícia até que finalmente a nova adaptação da DC chegou aos cinemas.
A premissa é simples, mas interessante. O governo americano resolve juntar e enviar para uma missão  um grupo de vilões extremamente perigosos. Nesta empreitada eles precisam derrotar uma entidade muito poderosa. Amanda Waller (Viola Davis) acredita que apenas esses indivíduis possuem a capacidade de resolvero problema, então lidera a organização do que acaba sendo chamado de Esquadrão Suicida.
Com personagens cativantes, o filme consegue fazer o expectador se envolver com a narrativa, apesar dos problemas de roteiro e montagem.
Se Arlequina ( Margot Robbie) e Pistoleiro (Will Smith) são bem desenvolvidos, suas histórias de vida e motivações para se tornarem os bandidos que acabaram sendo, são bem trabalhadas em tela, o mesmo não pode se dizer de Killer Croc e de boa parte dos outros personagens que compõem o Esquadrão. Felizmente os atores estão bem em seus personagens e seus vilões são carismáticos.
A questão da vilania dos integrantes do Esquadrão Suicida é outro ponto complicado desse roteiro cheio de pequenas falhas que acabam fazendo com que o todo esteja bem problemático. Se o governo americano foi atrás dos piores vilões, qual a necessidade de transformar essas personagens, a partir do momento em que se juntaram, em “vilões não tão malvados”? Eles não precisam virar super heróis cheios de moralidade para que o público passe a ter empatia por quem eles são. Os expectadores devem gostar daquela formação exatamente por conta das falhas de caráter de cada um dos integrantes. 
Tranformar um grupo de pessoas essencialmente amorais e imorais que foi reunido há pouco tempo em algo como “uma família” é bastante forçado.E em determinado ponto do roteiro isso é exposto e não soa natural. Uma camaradagem é interessante, amizade tão forte para ser comparada ao laço familiar é bizarro.
A montagem do filme deixa claro o quanto da obra foi picotada, o que, inclusive, atrapalhou o Coringa. Ele tem pouquíssimo tempo de tela, o que faz com que sua presença na história seja relativamente desnecessária. Tudo bem que o personagem estava ali para ajudar a contar a história da Harlequina, mas talvez ele merecesse maior presença em cena. Na verdade, um dos maiores problemas do filme poderia ter sido solucionado se ele fosse o grande vilão da história. Infelizmente não foi o que aconteceu.
E chegamos a um dos tópicos das várias críticas à adaptação que foi a vilã escolhida. A motivação da personagem, a forma como ela é desenvolvida em tela, os diálogos e a interpretação da Cara Delevingne nada funciona muito bem. E quando a batalha final do Esquadrão com a magia acontece, o nível do filme cai consideravelmente. O ritmo, os diálogos, a resolução da batalha, tudo é muito pobre.
Ainda assim, Esquadrão Suicida tem uma interessante trilha sonora, boas interpretações de modo geral, e é um filme que vai divertir as pessoas e pode servir como entretenimento agradável. Infelizmente tinha potencial para ser mais, muito mais.

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