Warcraft: O primeiro encontro de dois mundos

Por Mirela Paes

Aventura para toda a família!
Warcraft é um jogo muito famoso no mundo todo e que já está no mercado tem tempo suficiente para que pais acompanhem seus filhos durante as partidas.
Por ser um filme baseado em um game, tinha tudo para dar errado. Ou, no mínimo, ficar muito brega. Wardcraft, no entanto, se destaca entre as outras adaptações do gênero.
O mais interessante, sem dúvida, é saber que o filme é feito para todo tipo de público. Ao não se restringir apenas aos gamers e ser um filme de fã service, ele se destaca dos demais de sua categoria com facilidade.
Gráficos, efeitos visuais, design de produção… tudo bem feito. E sem dúvida alguma, é dos poucos filmes que estão sendo exibidos que tem uma boa utilização do 3D. No lugar de jogar coisas na cara do espectador, ele ajuda com a noção de espaço, profundidade, diferença de tamanho entre os personagens.
O roteiro é simples e bem explorado. Vamos conhecer os dois lados de uma guerra e os diversos conflitos que ocorrem. Prestes a ser iniciada quando os Orcs, com a ajuda de um Orc bruxo, invadem a terra de Azeroth, após a abertura de um portal. O plano deles é dominar esse novo espaço e utilizar o máximo possível não só dos recursos naturais, mas também da vida dos habitantes para ficarem fortes.
Como uma aventura fantástica, temos personagens variados. Desde orcs guerreiros a anões participando de mesas de discussão sobre a possível guerra que pode começar a cada momento. Enquanto o desenvolvimento dessa batalha épica é bem apresentada, os diálogos são fracos. Parte do problema do filme, sem dúvida alguma está no elenco, muito fraco.
E a química em alguns personagens é difícil de ser levada a sério. Não estou falando
São muitos personagens apresentados e infelizmente nem todos eles tem bom tempo em tela. Tirando isso, o filme tem a dose perfeita entre ação, aventura e também um pouco de comédia. A montagem está bem interessante e as sequencias de lutas e batalhas sempre bem feitas. Não se repetem, sempre trazem um novo elemento para deixar o espectador na torcida por seu lado escolhido. As cenas não são extremamente gráficas, o que possibilita uma sessão de cinema para toda a família. O foco maior no filme é o tom épico, a jornada do herói.
O filme também tem uma fotografia muito interessante, mas não é tão bem aproveitada. Com os planos do filme ocorre a mesma coisa. Em alguns momentos, em especial nos que podemos observar uma cena de cima, são amplos e belíssimos. Já quando não sequencias em terra, muitas vezes ficaram muito fechados. Funcionam, mas deixam a desejar.
Com final aberto, fica claro o desejo por mais um filme em breve e isso pode não agradar a todos, mas fica a torcida por um segundo filme que possa ser ainda melhor explorado e apresentado para o público.

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