Em Nome da Lei (2016) – Sergio Rezende

Conteúdo legal, resultado pobre

Atores já conhecidos, inclusive por trabalhar bem; uma história baseada em fatos, um enredo de suspense em território nacional, e… um resultado desastroso.
Acho que nem assim consigo explicar o quão desastroso é todo o pacote de Em nome da Lei como filme. O que sinceramente mais me chateia é ver o potencial. Ou saber que como a maioria do material produzido pela famosa emissora, que personagens interessantes se transformam em personagens abobalhados e só se apresentam de forma caricata.
O filme começa mostrando o novo juiz chegando a cidade. Nem dois minutos de cena e o filme já entrega o provável desfecho de um dos personagens. O juiz é novo no pedaço, e como um galã, chega com sua moto, já é reconhecido como um homem “gatinho”, e se vê trabalhando ao redor de funcionários bobalhões e medrosos. O núcleo de vilões do filme também é bem raso. É apresentado mostrando como intolerante, em cena,  muito vermelho e pouca iluminação. 
Sem duvida alguma, o pior do filme é saber que ele tem potencial, mas nada nele parece ajudar de fato. A atuação dos atores não é das piores, mas as falas são péssimas. É difícil levar a sério um juiz que não sabe se é galã, juiz ou um menino mimado. Conhecendo um mínimo da cidade, ele insiste em usar os seus métodos e de impor justiça a qualquer custo, o que obviamente não vai dar certo e vai transformar o filme bem mais longo do que talvez devesse. 
O diretor parece confuso. Horas ele tenta representar uma aventura com histórias de amor, horas ele quer fazer um suspense noir, e em alguns momentos ele se perde com tantas cenas desnecessárias. A montagem não ajuda. Cenas e cenas desconexas se agrupam. E em todo o filme, você fica sabendo o que acontece a seguir sem esforço. Não tem uma parte sequer que você não adivinhe o que vai acontecer na próxima cena e isso foi realmente chato. 
Existe o lado positivo de que nossos mafiosos e nossa justiça estejam sendo representados e apresentados. Que nossos juízes possam ser tão maravilhosos quanto qualquer juiz de série ou filme hollywoodiano, mas apesar da ideia do filme ser essa, ainda não foi dessa vez. Infelizmente.
E como o filme não surpreende, tenta divertir usando um personagem cômico, que de cômico não tem nada e tenta apresentar histórias diferentes que tenham alguma conexão com seus personagens. Falha miseravelmente
Crítica escrita pela Mirela Paes do blog 2 Dedos de Bagunça.

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