Carol (2015) – Todd Haynes

Existem histórias que passam pela sua vida e não deixam marca nenhuma, mas algumas vezes você se depara com obras que têm o poder de encantar e fazer você parar para pensar. É o caso de Carol, do diretor Todd Haynes.
Baseado no livro da escritora americana Patricia Highsmith, o filme conta a história de duas mulheres que apesar de toda a improbabilidade, se apaixonam. A primeira é Carol, que dá nome a obra, tem um passado complexo, está na casa dos 30 anos, com uma filha pequena e em um processo turbulento de divórcio. Um dia vai a uma loja de departamento comprar um presente para a filha e dá de cara com a jovem Therese, que ainda nem sabe exatamente o que quer fazer da vida.
As duas começam uma amizade que logo se transforma em algo mais. Só que nos anos 50 o amor entre duas mulheres é mais complicado que nos dias atuais.
Carol poderia ser uma história clichê, que apela para os excessos, mas passa longe disso. Todd Haynes, em uma direção sutil e efetiva consegue brindar o público com um filme bem feito, bonito e que não tem excessos. Tudo é pontual, existe com uma finalidade. Há quem diga que o filme seria apenas mais um esquecível se não fosse o fato de ser um romance lésbico. Discordo. Romances que fujam dos clichês tão comuns ao cinema são difíceis, pecam pelo excesso de sentimentalismo barato. Carol é uma história de amor que não encontramos esses exageros.
O roteiro, a forografia, a direção, o figurino, as interpretações, tudo é muito bem realizado presenteando o público com um filme bonito esteticamente e em sua história.
Para quem quiser saber um pouco mais, fiz um vídeo falando um pouco mais sobre tudo isso.

6 thoughts on “Carol (2015) – Todd Haynes

  1. Muito bom seu comentário. Concordo em tudo. É um filme para ver e se rever. Escutar Jo Stafford cantando "No Other Love" é simplesmente perfeito. É um filme sobre o encontro de duas pessoas neste nosso mundo de tantos desencontros e superficialidades.

  2. Fico feliz em ver que um diretor bem como o autor da trilha sonora,homens, souberam captar e transmitir tanta sensibilidade e delicadeza em um filme… Claro o trabalho de toda a equipe merece nossos aplausos! E Therese, aquele olhar, aquele sorriso meio triste, dá vontade da gente dá colinho para ela. Este filme está entranhado em mim, inesquecível!

  3. O diretor tem uma sensibilidade impressionante. Gosto muito da maneira que ele filma.
    Bom ver homens captando tao bem a essência de uma obra tao feminina. O livro e o roteiro escritos por mulheres.
    Obrigada pelo comentário!

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